Que difícil é para um tímido expressar os sentimentos... Que difícil é abraçar, dar carinho à vontade, sem se perguntar mentalmente se aquela pessoa está gostando ou não. "Será que este é o momento ideal?" É difícil não se sentir "travado" algumas vezes... e aí vem a pergunta: Como eu posso querer receber carinho se eu não der primeiro? E como retribuir o carinho recebido sem "travamentos"?...
Existe alguém, um pequeno ser muito especial que existiu em minha vida durante 14 anos, os quais dediquei todo o carinho que ficava escondido dentro de mim. Um ser com o qual eu não tinha vergonha de expressar tudo o que eu sentia. Não sentia vergonha de abraçar, de "conversar", de demonstrar todo o meu amor e a minha alegria por sua presença. Um ser ao qual eu tinha completa certeza de que o carinho que eu dava era recíproco.
Há exatamente cinco semanas esse ser se foi deixando apenas um vazio não só dentro de casa, mas também em minha alma.
Fifi. Este era seu nome (escolhido por votação entre família). O nome da minha cachorrinha da raça Border Collie. Mas eu a chamava sempre de "minha pequena". Para muitos, era apenas um animal de estimação. Para mim, parte da minha família, da minha vida. Minha prima deu ela de presente para o meu irmão, mas eu fui a primeira a vê-la e o amor foi à primeira vista. Meu irmão deixou de se interessar por ela, arranjou outro cachorro, então eu a "adotei". Apesar de não conviver dentro de casa, ela tinha sua própria casinha, que eu chamava de Mansão, por ter sido feita de tijolos...
Como esquecer das noites em que eu a colocava para dormir?... e ela sempre esperava nem que fosse para apenas desejar-lhe uma boa noite. Essa era apenas uma das coisas que para muitos parecia ser "ridículo", mas eu não estava nem aí, eu fazia mesmo assim, afinal, pelo menos ela gostava dessas "ridiculezas".
"Cadê minha pequena?" - era só dizer essa frase ao chegar em casa e ela já abanava o rabinho e corria cheia de felicidade...
O câncer já estava muito avançado, mas mesmo assim ela continuava animada. Um dia antes ela não conseguiu andar direito e no dia seguinte mal se movia, apenas aceitava leite. À noite fui observá-la... ela não estava mais lá... só o corpo...
"Pra onde ela foi?" - me perguntei e me pergunto desde aquele dia. Incrível como se nota claramente que não há mais ninguém ali. Agora ela só existe em minhas lembranças.
"Por que você não compra outra parecida?" - me perguntaram. "Você substituiria a sua mãe/pai/irmão/amigo por outro parecido?" respondi perguntando. Pode parecer besteira, afinal, para muitos ela foi apenas um animal. Mas certamente estes são os mesmos que repetem a frase "O cão é o melhor amigo do homem". Ela foi.
Ela era a cachorra mais inteligente, mais linda, mais alegre, mais divertida, mais companheira, mais tudo.
Ela entendia que quando eu a chamava pelo nome "Fifi" era porque aí vinha coisa; significava que eu estava repreendendo-a, mas quando a chamava de "minha pequena" aí sim, podia partir pro "ataque"! Até "copiava" as manias de cada membro da família, era incrível! São essas lembranças que eu terei dela.
"Obrigada, minha pequena! Obrigada por dar mais cor à minha vida; por me ensinar a dar e a receber carinho e amor; por me ensinar o que é ser forte mesmo quando não se tem mais forças. Você lutou até o fim. Você é o verdadeiro sinônimo de esperança. Muito, muito, muito obrigada por ter existido em minha vida!"
Como é que está a sua auto-estima?
Já ouvi dizer que timidez é conseqüencia de auto-estima baixa, não sei se chega a ser verdade, mas na minha adolescência eu costumava comprar aquelas revistas astrológicas que vinham com algumas simpatías e entre elas, as relacionadas à timidez: "Como perder a timidez em uma semana/mês/ano". Na verdade eu nunca acreditei nessas coisas, eu só comprava essas revistas porque o que falavam das características do meu signo "batiam" com as minhas características. Mas numa dessas simpatías, havia uma que era tão simples, mas tão simples que eu achava que nunca daria certo, então deixei de lado essa história de simpatía. Porém, sem perceber, com o passar do tempo eu acabei fazendo tudo o que sugeria naquela revista. Na verdade não é uma simpatía e sim algo que somos capazes de realizar com o poder da mente (Ohhhh :D). Isso eu acabei aprendendo num livro que li há alguns meses atrás chamado "O Segredo/The Secret".
A idéia tanto da revista que eu li quanto do livro é a de "apagar" todos os nossos defeitos ou os defeitos que achamos que temos e pensarmos somente no que temos de melhor.
Na minha adolescência eu me achava tão, mas tão inferior, que não conseguia encontrar nada de bom em mim. Isso acabava se refletindo para fora, porque as pessoas tampouco conseguiam ver que eu tinha qualidades. Eu me preocupava muito com o que as pessoas iriam pensar. Eu deixava de me arrumar do jeito que eu queria por vergonha de alguém dizer alguma coisa (ou boa ou ruim) sobre mim. Detestava a idéia de ouvir alguém dizer "Nossa, que roupa estranha!" ou até um "Nossa, como ela tá bonita!". A idéia de que alguém iria perceber a minha mudança me fazia continuar com o cabelo preso, roupas folgadas e sem nem um pingo de feminilidade.
Uma vez decidi passar bem de leve um batom, mas bem de leve mesmo! Então, um garoto que estudava comigo percebeu e falou para o outro "Olha! Ela já tá até usando batonzinho!" Episódios como este me impediam de usar, fazer ou vestir o que eu quisesse.
Quando terminei o colegial, eu comecei aos poucos a olhar para mim mesma, a me vestir com as roupas que eu gostava, a fazer várias coisas diferentes com o meu cabelo (menos pintar, é claro :P), coisas que eu nunca tinha feito. Mas eu não fazia isso na hora de sair pra algum lugar, eu fazia isso pra mim mesma, pra me ver no espelho. Aí eu fui descobrindo que eu tinha qualidades...
Era chegada a hora, então, de descobrir outros "talentos"... descobri que tudo o que eu gostava de fazer eu fazia bem. Se bem que se a gente não gosta do que está fazendo, obviamente não irá fazê-lo bem. Comecei a fazer cursos e a fazer novas amizades e descobri que eu não era uma zero-à-esquerda, que as pessoas podiam gostar de mim, que eu podia ser legal para elas. Comecei a trabalhar e descobri que eu era uma pessoa eficiente no que fazia.
Assim, eu fui juntando tudo o que eu tinha de melhor e só pensando nessas coisas. Confesso que ainda me sinto inferior em algumas situações, talvez seja pela timidez ou mesmo por alguma falta de auto-estima que ainda esteja aqui dentro, mas muitas vezes eu paro e volto a pensar no que eu tenho de bom. Às vezes funciona, às vezes não, mas assim é a vida. Quem nunca caiu alguma vez?...
Eu gosto...
Conversar, com certeza, é uma das coisas mais difíceis para quem é tímido, principalmente se for com desconhecidos. Mas a maior dificuldade, creio eu, não é nossa em fazer amizades, mas sim da pessoa que "tenta" fazer amizade conosco.
Eu confesso, também, que eu não sou nada fácil. Uma amiga minha me disse que pra conseguir a minha amizade foi bem difícil, mas o interessante é que eu não acho que tenha sido tão difícil assim, já que ela soube o quê e como conversar comigo.
Pela experiência que eu tive com minhas amizades e como algumas deram certo e outras não, eu poderia afirmar que o primeiro passo e talvez, o mais importante, é perguntar o que o tímido gosta; o que gosta de fazer em seu tempo livre; o tipo de música favorito; programa de TV predileto; gosta de filmes, livros (que tipo?), esportes? Do que você gosta? É um ótimo passo pra quem quer fazer amizade com uma pessoa tímida. Falando das coisas de que gosta fica muito mais fácil de se soltar, descontrair.
Mas infelizmente tem pessoas que não sabem como tratar os tímidos. Pensam que somos seres indefesos e que temos de ser tratados como bebês. É tão constrangedor! (não sei se pra mim ou pra quem o faz)
Um dos temas que me deixam "tagarela" é quando me perguntam que tipo de música ou cantor eu curto. Daí não tem outra: é Thalía na veia! ha ha XD Até eu me surpreendo! Minha timidez até desaparece quando estou falando com desconhecidos sobre algo que eu gosto e conheço bastante. Então, nessas conversas vão aparecendo outras, e mais outras, e mais outras... até que se descobre algum tipo de afinidade (mesmo que não seja musical :D). É bom para o tímido e também para a pessoa que conversa com o tímido, porque descobre um lado mais solto e divertido, que por vezes, nós escondemos das pessoas.
Você que não é tímido(a) já tentou fazer essa experiência?
Oi gente! Estou aqui de volta depois de uma looooonga viagem de quase três meses que fiz com a minha mãe para a casa da minha avó. Desculpa por não dar notícias, mas uma das razões de eu ter aceito ir a essa viagem com ela foi para eu me afastar um pouco deste mundo virtual (por vontade própria, viu? que conste. :P), o qual, lhes confesso, eu estava já ficando viciada. E como vícios (seja do que for) não fazem bem, o melhor é se afastar e se distrair um pouco (ou muito, que foi o meu caso).
Bom, de vez em quando eu faço essa viagem com ela para sua cidade Natal, a Bahia. Lá até que tem Lan Houses, mas eu nem me atrevi a chegar perto. E pra falar a verdade nem me interessou muito, já que o que valia a pena mesmo eram as paisagens do lugar. Era tão bom olhar para as nuvens e vê-las tão branquinhas... olhar para o céu e vê-lo tão azul... e as estrelas?.... nem se fala...
Se respira melhor.
O interessante da cidade é que ela vive em festa. Como não se tem muita coisa pra fazer, o jeito é festejar. Meu Deus! Era festa todos os dias. Soltavam fogos, faziam fogueira... era festa de Santo Antônio, São João, São Pedro e até Carnaval fora de época. Festa do aniversário da cidade e até festa de inauguração de uma Biblioteca. Teve até orquestra sinfônica!
Mas... tímidos e tímidas de todo o Brasil, se vocês se sentem constrangidos quando alguém os olha na rua (ou simplesmente imaginam que alguém os olha na rua), lamento informar-lhes que cidade pequena não é um lugar adequado para nós. Melhor refugiarmo-nos nas maiores cidades possíveis.
As minhas experiências nessa cidade frente ao público não são das melhores. Se você se sente tímido numa cidade grande, imagine na pequena! Um lugar onde todo mundo conhece todo mundo, quando um paulista entra em campo, os habitantes logo percebem. É como se fosse um ET aterrissando. As pessoas até querem tocar pra ver se é de verdade. (:D) E olha que eu estou falando sério.
Fora isso, é um bom lugar quando se quer tranqüilidade. Por certo, gostaria de recomendar um livro que eu já estou quase na fase final da leitura. Se chama "A Sombra do Vento". Um livro que te prende o tempo inteiro, não há um só momento de "descanso", ou seja, a todo instante tem um novo acontecimento que te surpreende. Vale a pena. O autor é Carlos Ruiz Zafón.
Por hoje é só. E por fim...